sábado, 21 de abril de 2012

Uma noite esconde



O cupido desta história foi uma das amigas de Ana Paula. Ela trabalhava na mesma agência bancária que o Saulo e vivia “enchendo a bola” do rapaz, se é que isso era preciso. Falava que ele era muito educado, inteligente, adorava festas e ainda por cima “era um gato”. Um dia, a moça, querendo dar uma “forcinha” a Ana Paula, passou-lhe o número do celular do Saulo. Ana Paula não se fez de rogada e assim que teve um “tempinho” livre, ligou para o tal rapaz. Por telefone, eles, que eram funcionários do mesmo banco, conversaram algumas vezes, poucas na verdade, mas o suficiente para combinarem um encontro na cidade de Ana Paula. Ela morava em Governador Valadares e ele em Peçanha.
        


Foto: Google imagens
Foto: Google imagens

          O encontro deu certo em um final de semana “pouco movimentado”, em que a namorada do Saulo, que também morava em Valadares, estava viajando com toda a família para a Argentina. O rapaz armou tudo direitinho. Disse a sua mãe que “iria viajar com uns colegas do banco”. Para a namorada, que devia estar dentro de um navio, disse que “iria para a casa de um primo, na roça, onde o celular não dava sinal”.
            Foi então no início da noite de um sábado que Saulo encontrou Ana Paula. Não foi difícil achar o lugar onde ela morava. Quando ele estacionou o seu carro, ela o esperava na sacada do apartamento, toda animada. Ana Paula era morena clara; os seus cabelos, pretos, eram longos. A sua altura era mediana e ela tinha um “corpão”, resultado de muita academia e dieta. Vestindo blusa branca de alcinha e short bem curto, ela desceu para receber o rapaz. Saulo não se fez de bobo e foi logo dando um beijo na boca da garota, que retribuiu.
            Ana Paula morava sozinha no seu apartamento. Ela tinha trinta e cinco anos de idade (apesar de não parecer) e já era bem sucedida financeiramente. Depois de conhecer o apartamento e tomar um copo de água, Saulo foi surpreendido com um convite. Viajar imediatamente para o Espírito Santo. “Nós saímos daqui agora, dormimos em um hotel na praia e amanhã bem cedinho voltamos”, falou Ana Paula, sorrindo. Como sempre foi chegado a uma aventura, o rapaz topou na hora.
Eles foram no carro da Ana Paula e durante toda a viagem a conversa foi a mesma: o entediante trabalho no banco. Por volta da meia noite, eles já estavam no litoral capixaba. Uma brisa suave soprava da praia para o mar. Eles foram direto para um hotel, cuja frente dava para o mar. Naquela noite, eles não dormiram... Logo que o sol apareceu, Ana Paula fechou a conta do hotel. A brisa tinha mudado de direção. Na praia, pouco movimentada, algumas pessoas, solitárias, praticavam esporte.
            Na volta para casa, a viagem foi tranqüila, sem nenhum incidente. Ana Paula olhava distraída a paisagem pela janela do carro, enquanto Saulo concentrava todo a sua atenção na estrada. Novamente em Valadares, em frente ao seu apartamento, Ana Paula abraçou Saulo e perguntou. “Quando você vem me ver de novo?”. Ele respondeu que em breve voltaria. Foi com um longo beijo que os dois se despediram. Saulo chegou em casa a tempo de almoçar com a mãe, no domingo. A sua namorada, nesta hora, já estava na Argentina.