terça-feira, 28 de maio de 2013

O catador de papelões

Na principal avenida da cidade, tida como a que tem o maior número de lombadas do país, os carros vão e vem. As luzes dos semáforos acendiam e depois apagavam sem parar. Um letreiro informava as horas e a temperatura do dia quente com sol a pino. Pelas calçadas o movimento não era menos intenso, pedestres (dos mais variados possíveis) caminhavam apresados aos seus trabalhos. Num canto da avenida longa um acontecimento digno de atenção: um senhor dentro de seu carro importado estende a mão com dois reais entre os dedos a um catador de lixo. 

O moço do carro sorriu com o agradecimento sincero do outro, que de semblante sério mostrou felicidade grande. Na carrocinha puxado pelo próprio trabalhador, que era novo, pois ainda não tinha trinta e cinco anos de idade, havia papelões empilhados...